Aqui no sul do Brasil, quando fica frio, logo se vê as pessoas catando pinhão aos pés das Araucárias. Essa árvore icônica e que só existe nessa região do mundo, entre o Chile, e a Serra do Mar, é a cara do território da minha infância. Quando vejo os galhos em forma de taça contra o céu azul, eu sei que estou em casa.
Pinhão, é uma iguaria por essas bandas. A gente se reúne em torno do panelão fumegante, cada um com um potinho e, enquanto vamos abrindo as sementes, a gente vai conversando, das novas e das velhas histórias.
Pinhão também é nome do cachorro da família. Admito que não sou muito chegada em cachorros, mas o gigante bobão e brincalhão conquista o coração de qualquer um. O garoto me ensinou a levar as coisas de forma leve, brincar sempre e deitar ao sol pra aquecer o coração.
E é nessa época de reuniões e nesse clima de curtir a vida que está brotando uma nova semente: a Gûyrá Viagens.
Tem muita coisa incrível que tá pra acontecer e esse é só o começo.
Mas o que me fez pensar nas sementes foi uma frase que peguei num biscoitinho da sorte na minha sessão de meditação da semana.
O buraco ensina a caber. A semente ensina a não caber em si.
A Gûyrá nasce dessa vontade de expandir, crescer, enxergar mais longe. E ser casa de passarinhos.
Pode chegar, o pinhão ta pronto!

